PORTAL DAS CALOPSITAS

AUSTRALIA


                 Mapa do continente da Austrália

                                                        


O nosso planeta nem sempre foi assim. Houve um tempo em que os cinco continentes formavam um só, chamado Pangéia. Há 140 milhões de anos, esse supercontinente se dividiu em vários blocos, que se deslocaram com o tempo até formarem os continentes de hoje. O menor deles, a Oceania, é formado por centenas de ilhas e a gigante Austrália, um lugar onde a vida evoluiu separada das grandes massas de terra.

Longe dos grandes continentes, a Austrália pode ser considerada um lugar muito especial em termos de vida selvagem. Quando você ouve falar no país, que bicho lhe vem à cabeça? Um canguru? Um grande crocodilo? Esses bichos podem até simbolizar a fauna australiana, mas existem muitos outros.  (extraído da reportagem do GLOBO REPORTER - Tv Globo de televisão).
Austrália é o país que abriga mais de um milhão de espécies, o que corresponde a aproximadamente 85% de plantas, 84% dos mamíferos, mais de 45% das aves, e peixes encontrados somente nessa região.
As constantes alterações do habitat nativo e de paisagens decorrentes da atividade humana,  colocaram muitas dessas espécies originais em risco.   Ao longo de 200 anos, muitas espécies de plantas e de animais foram extintas.  Para outras tantas cuja sobrevivência está ameaçada, uma série de medidas de gerenciamento e de conservação foram adotadas pelo governo australiano juntamente em parceria com os Estados,  Governos locais, organizações não governamentais (ONG's), grupos de comunidade, para assegurar a proteção das espécies nativas.
A exportação de aves nativas da Austrália é restrita e controlada.  Somente é permitida legalmente se não for com finalidades comerciais.  Residentes australianos que pretendam deixar pemanentemente o país tem a permissão de levar a calopsita, como sendo seu animal de estimação.
 

CALOPSITAS SELVAGENS



NA NATUREZA



Nas planícies das regiões áridas e semi-áridas da Austrália, a Calopsita encontra seu habitat.

      



Vista sempre aos bandos na natureza,  a calopsita é encontrada nos mais diferentes tipos de habitat,  mais comumente no interior do continente, desde as florestas abertas até regiões semi-áridas, e terras agrícolas, geralmente próximos a vales onde possa encontrar água com mais facilidade.  São igualmente vistas em regiões com fazendas e parques, jardins, rodovias próximos de cidades.





















No norte da Austrália, as calopsitas são extremamente nômades, em constante busca por alimentos e árvores  (veja este vídeo!) que possam ser utilizadas para moradia, embora em algumas regiões as calopsitas possam ser encontradas em número variado ao longo do ano.

No sul, são pássaros migratórios entre os meses de agosto e setembro, permanecendo nesse período para reprodução, até março do ano seguinte, período que o alimento é abundante.

A quantidade de calopsitas que fazem parte do bando pode variar de poucas dezenas a várias centenas delas. Os machos e fêmeas vivem juntos dentro de seu mesmo bando.




As calopsitas são pássaros ágeis e rápidos, voam aproximadamente a 60km por hora, por isso podem alcançar milhas de distância em poucos minutos.

Os bandos tornam-se ruidosos ao se deslocarem de um local a outro, e tem como objetivo que seus membros se ouçam , bem como dar alerta uns aos outros dos perigos eminentes.  As calopsitas são vulneráveis aos ataques de falcões, então precisam estar alertas o tempo todo.




O principal alimento das calopsitas na natureza são as sementes de árvores e de gramas e as culturas agrícolas, particularmente o trigo.  Após alimentarem-se, têm como hábito descansarem nas árvores mais próximas.








O calor na Austrália pode tornar-se extremamente intenso no meio do dia, nesse período as calopsitas procuram sombras e permanecem inativas por uma ou duas horas, cochilando ou dormindo de forma intermitente, para logo em seguida, sairem em  busca de água, em direção a rios ou lagos.  Após isso, voltam a alimentar-se retornando aos seus abrigos antes do entardecer.





As calopsitas são conhecidas por estarem em constante alerta, e logo alçam vôo caso se sintam ameaçadas.



Normalmente, as calopsitas já estão ativas antes mesmo do nascer do sol, reiniciando então suas viagens em busca de alimento e água.




As calopsitas se sentem atraídas por uma espécie de eucalipto (eucalyptus camaldulensis) principalmente para seus ninhos que são feitos nos buracos dessas árvores.






Para as calopsitas em época de reprodução, o dia a dia é um pouco diferente e bem cansativo.  O casal precisa incubar os ovos, e tomar conta dos filhotes, tarefas estas que são divididas.  Geralmente a fêmea permanece no ninho na maior parte do dia, enquanto o macho sai em busca de alimento. À noite, o macho fica com as tarefas de incubar e alimentar a prole.  O ninho é feito em buracos de árvores mortas e a postura varia entre 2 a 7 ovos.  


                           casal inspecionando local para fazer ninho


As calopsitas na natureza começam a reproduzir-se antes mesmo de 1 ano de vida, a mortalidade de filhotes é alta durante as primeiras semanas de vida e a maioria não atinge idade adulta para reprodução.  Somente os mais fortes sobrevivem e alcançam essa fase.


         


O maior predador da calopsita é o falcão :


                      

 

ALIMENTAÇÃO NA NATUREZA

 

Foi realizado um estudo pela Australian Wildlife Research (publicado em 1/2/1987) sobre a alimentação das calopsitas na natureza, na região de New South Wales (Australia) entre 1980 a 1982.  Locomovendo-se sempre aos bandos (constatou-se que na média de 27 aves), a calopsita costuma alimentar-se no chão das sementes caídas, e no caso das sementes de sorgo e de girassol, o fazem diretamente nas suas plantações.  Bandos maiores do que 100 calopsitas foram formados somente durante os períodos de escassez de alimento, se dirigindo às regiões menos áridas.

Calopsitas demonstraram evidente preferência pelo sorgo do que pelas sementes de girassol, e quanto as demais sementes, percebeu-se que apreciavam as mais novas e macias.

Verificou-se que as calopsitas se alimentaram de aproximadamente 29 tipos de sementes, incluindo 4 tipos de grãos. e 17 de sementes de gramas.  Sorgo foi de longe o mais importante item da alimentação (60% em relação às demais sementes), as sementes de girassol somente 6%, e 19,3% das sementes de gramas.

(Csiro Publishing)