Podermatite é uma patologia relacionada à inflamação dos pés não tão somente de aves como de outros animais.
Todos os tipos de lesão da pele e patas geram inicialmente uma alteração vascular do tipo congestiva, com edema do local, fragilizando os tecidos adjacentes. Neste local ocorre o favorecimento de infecções de bactérias como Corynebacterium piogenes, Arthropyogenes sp, Staphyloccocus aureus e Streptoccocus sp. Quando o organismo não tem condições de reação própria e quando não tratamos adequadamente em tempo hábil, o quadro se agrava. Esta bactéria encontram-se em estado normal na pele das aves, mas o desequilíbrio imunológico leva a infecções severas.
As causas são diversas e podem estar associadas a uma ou mais das que relacionamos a seguir :
DE CONTATO
. solo abrasivo, poleiros lisos ou de diâmetros inadequados, contato com substâncias químicas
DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS
. carência de vitamina H (biotina), A, e outras.
PICADAS DE INSETOS
. picadas podem evoluir para inflamação bacteriana, principalmente quando a ave cutuca o local devido ao incômodo natural.
TRAUMATISMOS
. anilhas inadequadas ou que contribuem para o surgimento de lesões nos pés.
ORDEM GENÉTICA
. deformações congênitas que contribuem para que a ave tenha contato contínuo com determinada região dos pés para poder manter-se apoiada.
Sintomas : apatia, ave tende a ficar com o pé levantado devido a dor, falta de apetite, podem ficar no fundo da gaiola.
Se não for devidamente tratada, evolui causando danos aos membros da ave, dificultando seu posicionamento sobre o poleiro, locomoção, podendo levar a ave à morte.
Tratamento : O tratamento varia em função da gravidade de cada caso e da resposta da ave ao tratamento.
Podem ocorrer sequelas como necrose, artrose, perda de funcionalidade do dígito, e até mesmo do membro inteiro, perda de garra do dígito mais afetado, inclusive sequelas permanentes que, embora não comprometa a vida da ave, reduz a qualidade desta sensivelmente.
Nos casos iniciais ou de lesões iniciais, podem ser utilizados antissépticos como iodo-povidona ou clorexidina, cuja facilidade no tratamento contribuem para sua recuperação mais rápida.
Se a lesão for mais severa, com ulcerações em estado mais avançado, pode ser necessário o uso de antiinflamatório tópico associado ao antibiótico oral, para acelerar o processo de cicatrização.
Curativos devem ser trocados diariamente, cura é prevista entre 7 a 10 dias, usando para limpeza o líquido de dakin
Para dar conforto à ave, o poleiro pode ser revestido por um tecido alcochoado conforme imagem a seguir. Dependendo da gravidade, pode ser necessário retirar os poleiros para evitar que a ave fique empoleirada prejudicando a cicatrização.
Os poleiros devem ser higienizados ou descartados, substituídos por outros adequados. Deve-se obedecer repouso e o mínimo manipulação ave/gaiola (ambiente tranquilo), a fim de facilitar a recuperação da ave. A ave tem que ficar separada das demais aves, em gaiola pequena.